Archivo de noticias
25/3/2009
[!] Guinda en La Escalera de Jacob
24/3/2009
[!] Guinda en Madrid

La Fragua Producciones


Presenta:


 


RECITAL POÉTICO


 


Narrador: JOSÉ LUIS BARINGO  Guitarra: SOLEDAD PLAZA



 


 


CENTRO CULTURAL


NICOLÁS SALMERÓN


 


24 de marzo de 2009


19:00 h.


 


Arcipreste de Hita


Góngora


Lope de Vega


Quevedo


Bécquer


José Martí


A. Machado


J. R. Jiménez


León Felipe


Bergamín


Lorca


Cernuda


Alberti


Guillén


Neruda


Zambrano


M. Hernández


Celaya


Otero


Benedetti


Ángel González


Goytisolo


Gil de Biedma


Ángel Guinda

21/3/2009
[!] DÍA MUNDIAL DE LA POESÍA

Casimiro de Brito


FRAGMENTOS PARA O


DIA MUNDIAL DA POESIA


 


1


O avô dizia-me, tinha eu 8 anos: Não comas três figos se dois te bastam nem digas 10 palavras se com 5 podes dizer o mesmo e levar o outro a ler (a continuar) o que tu escreveste. Por isso Paul Éluard dizia que


 “A poesia é feita por todos”.


 


2


Diana (a filha, também com 8 anos), perguntou-me:


— Qual é o cúmulo da escrita? Que não sei, digo.


— É uma pessoa gostar tanto de escrever ­— respondeu — que enche todas as folhas do mundo e depois escreve nas folhas das árvores e nas ruas e nas praias e em toda a parte do mundo...


 


3


Soltar a canção, uma voz crepuscular habitada por mil primaveras.


 


4


O "bem feito" incomoda-me, o demasiado limpo. Sinto-me mais livre dentro das metáforas porosas. Mais nu. Mas nada de algodão, de areia.


O pó da morte, saltando de um lado para o outro como se fosse


 um insecto louco, basta. Quero dizer, não se pode evitar, nem há que ser evitado. Olhá-lo, comê-lo, viajar nele.


 


5


Não se pode explicar o que nasce puro, num só traço,


saído do coração.


 


6


Vou na cidade e depois salto para dentro do texto.


Mas o texto expulsa-me e fico de novo perdido no ruído da rua.


 


 


7


Tenho-o dito mas não sei se o escrevi: que o poema


é filho de pai e de mãe, do poeta que o escreve


e da língua de que emerge.


 


8


As palavras que leio não parecem alheias. São pedras voláteis


que detêm um enigma que não pode ser lido.


 


9


Fazer poesia ou fragmentos ou fazer amor como se fossem


os dedos de Monk no piano, os nervos de Coltraine no saxofone, a voz


de Lady Day, já rouca, caída no álcool e no chão. Assim a chuva cai


e o sol nasce e o rumor da terra se eleva.


 


10


Pertenço a essa família danada que transforma a dor em musica; 


o que devia ser um silêncio discreto


em rumor de palavras sonâmbulas.


 


 


11


O que se descreve (ou canta) é sempre um nada, um objecto já desfeito, rigorosamente indescritível (incantável).


O que fica, sendo de outra ordem, talvez dure um pouco mais.


 


 


12


Escreve, diz-me o amigo interior. Não faças mais nada. E assim faço, escrevo, esteja onde estiver. Em lugares ou em livros ou em pessoas.


Se pouso em pessoas em breve levanto voo e levo delas mais matéria


de escrita. Devorei. E se fui devorado, resisti e fiquei mais fecundado. Escrevia quando trabalhava em fábricas ou num banco, escrevo agora


que subo um elevador, escrevi há pouco no parque do meu bairro. 


Escrevo quando me elevo e quando penetro. Escrevo quando ouço música


e quando assisto a um funeral. Será uma solidão, isto de escrever,


mas a minha tem sido bastante acompanhada. Escrevo quando subo


e quando desço os declives das minhas amantes, nos intervalos


dos meus casamentos. Sei da poesia que dela


nunca me divorciarei.


 


 


13


Faço e desfaço o poema


que me faz e desfaz.


 


 


14


A poesia é uma ilha? Um retiro onde um homem se recompõe?


Escreverei para não esquecer ou para me salvar? Mas não vou abandonar


o mundo — será, pois, uma ilha intermitente. Vou à caça e depois,


quase sempre imensamente ferido, recolho e lambo as feridas,


ou outro alguém as lambe.  As tardes novamente perfumadas


pelo aroma dos corpos quando se amam. Um suplício — por vezes doce, embora, bem o sei, de pouca dura: o suplício e a doçura.


 


 


15


Segundo o Talmude os anjos cantam a glória de Deus e subitamente mergulham no nada. Assim o anjo dos poetas, o inspirador — e só lhe peço que me dê a imperfeição. Para que o outro anjo, o negro, o operário infatigável, me não desampare.


 


 


16


Se professo alguma religião? A poesia, que para mim,


é uma anti-religião.


 


 


17


Ter sido filho único levou-me a criar amigos imaginários.


Teatro ao vivo. E uma amante para a vida, devoradora de tudo


quanto se aproxima, para o bem e para o mal: a poesia.


 


 


18


Único livro que não se pode reler: o da vida


 


 


 

20/3/2009
[!] Campana de los Perdidos

miércoles 18 de marzo de 2009


Campanada de Ángel Guinda



 


 


(Una acogedora y larga velada poética la del sábado noche en LA CAMPANA DE LOS PERDIDOS. En ningún momento pudo haber fatiga entre el auditorio. Todo gracias a la modulación y soltura de Ángel Guinda, que domina como pocos la atención, el escenario, y la atmósfera por donde rodaron sus palabras redondas y rotundas como por la pista de una bolera. ¡Todos caídos!


Con algo de retraso dejo aquí mi crónica, ya anotada en forma de comentario en el blog de Manuel Forega.)



Todas las cuerdas de la lira. La amplitud temática despertó en el auditorio todo el repertorio de respuestas posibles ante las diversas entonaciones que puede adoptar un discurso lírico.


Pensé lo mismo que tras escuchar a Rosendo Tello en el mismo lugar: los dinosaurios aún pueden dejarnos con la boca abierta con sólo un rugido.


El lenguaje de Guinda, de frases netas, sencillas y breves, a veces con tono de proclama política, de moraleja, o propio de los suspiros de esas confidencias que se liberan sotto voce, es muy apto para ser leído en recital. Probablemente más que el de otros muchos poetas, que requieren la lectura silenciosa en soledad para mostrar toda su riqueza. Y esto es porque el estilo de Guinda, cuando se oye leer en voz alta, permite al oyente reflexionar, le da tiempo y le cede espacio para sus propios pensamientos. No acapara el aire en el que resuenan las detonaciones de sus palabras.


Y así yo tenía anoche tiempo de reflexionar acerca del sucederse de las generaciones, en sus dos vertientes principales: el relevo y el enfrentamiento con el padre. Aspectos también incluidos entre los argumentos de los poemas seleccionados de ayer...


En el Acto III de "Siegfried", la ópera de Wagner, Siegfried quiebra la lanza de su abuelo Wotan y se abre paso hacia su propio destino. Pero la música rinde homenaje emocionado por igual a la generación pujante y conquistadora y a la que cede honorablemente el paso, portadora de ideas diferentes y de otra visión del mundo.


El mundo que encontró Guinda en su infancia y juventud no es el mismo que hemos encontrado las últimas generaciones. Nuestros problemas e indignaciones han sido muy otros. Y a mi generación le es exigida una nueva respuesta, frente a disyuntivas diversas a las de otros tiempos, pero igualmente crueles. Guinda reclamó en un poema (no leído anoche) "la respuesta de los jóvenes", y es un hombre tan íntegro y honesto que sabe que también a él se le podrá decir sin miedo: "te equivocas". Tras el último poema leído ayer, escrito en un rapto de indignación de un alma sensible y responsable, se puede recordar lo que escribió T. S. Eliot en "Four Quartets", cuando un viejo maestro insta a su discípulo a seguir su camino propio: "Pues las palabras del año pasado pertenecen al lenguaje del año pasado / Y las palabras del año que viene aguardan otra voz".


Mientras las discrepancias en el sentir y en las opiniones nos recuerdan su existencia, también lo hace la llama de la camaradería y la gratitud... y prosiguen las explosiones en torno nuestro que nos recuerdan que seguimos en tierra de nadie, unos y otros bajo el fuego.


(Para leer más acerca de esta noche del 14 de Marzo del 2009, ver el blog de Manuel Forega):


http://forega.blogspot.com/2009/03/llego-el-angel.html


Ángel Sobreviela

 
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